A Virgem
Pelas frestas dos delírios
Se expõe um novo mundo.
Nas mãos de um sonho impossível
O novo desponta-se real.
As loucuras de um sábio,
A inacreditável cura de um mal.
Quando as cortinas se abrem,
Quando o dia mostra aos puritanos
A beleza que, na noite,
Os despudorados cozeram.
Aos tolos que temem o novo;
A todos…
A bela virgem desabotoa seu vestido,
Pavor e desejo ao rosto enrubesce
De pudor e lascívia, o sangue aquece
Seus olhos formosos de candura tremem.
Uma juventude que de volúpia geme.
E aos tolos, convida a musa,
“Vêm desfrutar o novo”
A virgem – um sorriso tímido –
Desnuda, em medo, a novidade pura,
Em sua tez, a nova beleza mostra
E o sei, delicadeza em pele
E em seu ventre o novo encerra leve
Na delícia de um amor pueril
Entre a virgem e o novo.
De um calor sensual,
O novo,
Que a todos estremecem,
É seu amante.
Nessa núpcia,
A virgem, que o medo veste.

February 27th, 2007 at 14:39
Eu gostei muito mesmo deste daqui. Engraçado, tive a impressão de ter lido um post seu este ano e, depois, de não vê-lo mais aqui… Sonhei? Bem vindo de volta ao mundo da poesia, amigo!