A Virgem

Pelas frestas dos delírios
Se expõe um novo mundo.
Nas mãos de um sonho impossível
O novo desponta-se real.
As loucuras de um sábio,
A inacreditável cura de um mal.

Quando as cortinas se abrem,
Quando o dia mostra aos puritanos
A beleza que, na noite,
Os despudorados cozeram.

Aos tolos que temem o novo;
A todos…
A bela virgem desabotoa seu vestido,
Pavor e desejo ao rosto enrubesce
De pudor e lascívia, o sangue aquece
Seus olhos formosos de candura tremem.
Uma juventude que de volúpia geme.
E aos tolos, convida a musa,
“Vêm desfrutar o novo”

A virgem – um sorriso tímido –
Desnuda, em medo, a novidade pura,
Em sua tez, a nova beleza mostra
E o sei, delicadeza em pele
E em seu ventre o novo encerra leve
Na delícia de um amor pueril
Entre a virgem e o novo.
De um calor sensual,
O novo,
Que a todos estremecem,
É seu amante.

Nessa núpcia,
A virgem, que o medo veste.

One Response to “A Virgem”

  1. Aqueta Says:

    Eu gostei muito mesmo deste daqui. Engraçado, tive a impressão de ter lido um post seu este ano e, depois, de não vê-lo mais aqui… Sonhei? Bem vindo de volta ao mundo da poesia, amigo!

Leave a Reply

*
To prove you're a person (not a spam script), type the security word shown in the picture.
Anti-Spam Image