O Ócio do Tempo

Envelhecemos dia a dia,

Mas o espelho nos convence

Que somos jovens demais

 

Pouco a pouco mais crescidos,

Mo o teto alto nos engana,

Que ainda somos baixos demais

 

O mundo gira, em torno de mim,

Tão lento e satisfeito

Que me impressiona não girar.

O tempo vai

Faz meus cachos cãs,

Mas meu coração ocioso ainda quer dançar.

O tempo vem,

Talha rugas no rosto,

Leva meus cabelos,

Não vai parar.

Meu coração ocioso

A esperar um par,

Ansioso para dançar.

 

Enquanto somos muito moços,

Muito poucos, fracos rotos

A vida briga por transbordar,

Pelos nossos poros,

A alma aprisionado pelo ócio.

One Response to “O Ócio do Tempo”

  1. Aqueta Says:

    Que bom, novidade! Já estava sentindo sua falta! VaLeu!

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