O Ócio do Tempo
Envelhecemos dia a dia,
Mas o espelho nos convence
Que somos jovens demais
Pouco a pouco mais crescidos,
Mo o teto alto nos engana,
Que ainda somos baixos demais
O mundo gira, em torno de mim,
Tão lento e satisfeito
Que me impressiona não girar.
O tempo vai
Faz meus cachos cãs,
Mas meu coração ocioso ainda quer dançar.
O tempo vem,
Talha rugas no rosto,
Leva meus cabelos,
Não vai parar.
Meu coração ocioso
A esperar um par,
Ansioso para dançar.
Enquanto somos muito moços,
Muito poucos, fracos rotos
A vida briga por transbordar,
Pelos nossos poros,
A alma aprisionado pelo ócio.

March 31st, 2007 at 05:39
Que bom, novidade! Já estava sentindo sua falta! VaLeu!