João Hélio
Vejam os rostos dessas crianças
Vejam os corpos
Vejam os brinquedos
E as roupas
O riso no rosto
Vejam os corpos…
Dessas crianças
Vejam as brincadeiras
Vejam as emoções,
Os corpos, os rostos.
Vejam nossas mãos…
Estão vazias!
Não oferecemos proteção?
Será possível (?) ver os sonhos,
As dores, os prazeres,
Medos e anseios,
Dessas crianças,
Pela televisão?
Por onde andava nosso olhar,
Nosso respeito e atenção (?)
Quando o riso se perdeu,
O brinquedo rachou
E o dever de casa rasgou,
Dessas crianças?
Assistíamos televisão
Na impunidade, na indiferença,
Na imobilização (? ou .)
Vejam essas crianças,
Mas elas não estão mais aqui?
Para onde foram (?)
Se desprenderam de nós?
Será que estão cativos em uma prisão (?)
Ou rasgados, os pedaços jogados pelo chão (!)?
Olhem por estas crianças,
Nos condomínios e favelas,
Nos tráficos e nas escolas,
No terror da guerra ou ventre da paz.
Beijem

May 20th, 2007 at 20:01
Belo poema :]
May 24th, 2007 at 14:07
A distância que nos separa dessa realidade de violência explicita e incondicional só é quebrada por tragédias. E mesmo com tanta repercusão quando tudo era recente agora pouco se ouve da indignação de nós pais, irmãos, tios e amigos de “joão’s hélio’s”, nós que tivemos lagrimas pelo ocorrido, mesmo que poucas. O que foi feito? Foi feito algo? Surtiu efeito?