(S)eu
Monday, August 13th, 2007Tenho em meu corpo
A marca da saudade
Tenho em meu corpo
A marca de abraços passados
Tenho em meu corpo
A ausência do seu
Tenho em meu corpo
A ausência do meu
Tenho em seu corpo
A plenitude do meu
Tenho em meu corpo
A marca da saudade
Tenho em meu corpo
A marca de abraços passados
Tenho em meu corpo
A ausência do seu
Tenho em meu corpo
A ausência do meu
Tenho em seu corpo
A plenitude do meu
O poema que postei hoje, é verdade, chegou um pouco atrasado. Já foi escrito há algumas semanas e nos remete a uma discussão intesamente travada no país.
Com a morte de uma criança, por mãos de outra criança, entre outras, várias outras, discutiu-se, teimou-se, brigou-se e quase alguém chegou a alguma solução (quase), sobre a redução da maioridade penal.
Eu, tento neste poema, não trazer uma resposta, mas perguntas, aquelas mesmas. Trata-se de uma fotografia daquele tenso momento, e nada mais.
Vejam os rostos dessas crianças
Vejam os corpos
Vejam os brinquedos
E as roupas
O riso no rosto
Vejam os corpos…
Dessas crianças
Vejam as brincadeiras
Vejam as emoções,
Os corpos, os rostos.
Vejam nossas mãos…
Estão vazias!
Não oferecemos proteção?
Será possível (?) ver os sonhos,
As dores, os prazeres,
Medos e anseios,
Dessas crianças,
Pela televisão?
Por onde andava nosso olhar,
Nosso respeito e atenção (?)
Quando o riso se perdeu,
O brinquedo rachou
E o dever de casa rasgou,
Dessas crianças?
Assistíamos televisão
Na impunidade, na indiferença,
Na imobilização (? ou .)
Vejam essas crianças,
Mas elas não estão mais aqui?
Para onde foram (?)
Se desprenderam de nós?
Será que estão cativos em uma prisão (?)
Ou rasgados, os pedaços jogados pelo chão (!)?
Olhem por estas crianças,
Nos condomínios e favelas,
Nos tráficos e nas escolas,
No terror da guerra ou ventre da paz.
Beijem
Envelhecemos dia a dia,
Mas o espelho nos convence
Que somos jovens demais
Pouco a pouco mais crescidos,
Mo o teto alto nos engana,
Que ainda somos baixos demais
O mundo gira, em torno de mim,
Tão lento e satisfeito
Que me impressiona não girar.
O tempo vai
Faz meus cachos cãs,
Mas meu coração ocioso ainda quer dançar.
O tempo vem,
Talha rugas no rosto,
Leva meus cabelos,
Não vai parar.
Meu coração ocioso
A esperar um par,
Ansioso para dançar.
Enquanto somos muito moços,
Muito poucos, fracos rotos
A vida briga por transbordar,
Pelos nossos poros,
A alma aprisionado pelo ócio.
Um poema do ano passado q sobrou para este, é o q acabo de postar.
Depois de férias bem curtidas, pesso desculpas pela negligência ao blog, mas, vamos recomeçar.
Deixe-me à nudez de tua beleza
Entrega-me no sonho manso das minhas cãs
Para admirar-te como à lua em noite limpa.
Afagas-me,
Causa-me contemplação das tuas palavras,
Em carne quente ilustra-me tuas paixões,
Com a mesma arte que os anjos tocam lira,
Traga-me o prazer de tatear tua vida com a liberdade de um cego no paraíso
Ah! Se soubesses (!)
Que tuas palavras são sempre rimas de amor (!)
Que adoçam o sabor da vida e exaltam a paz do caminhar!
Amo-as como um deus à própria perfeição
Pois és tudo o que sou
Teu existir é filho e pai do meu sorrir.
Caia.
Raia.
Cai a chuva
Raia o sol
É casamento de viúva
E diversão geral.
Tem barcos de papel em beira de calçada.
São olhos curiosos
Vendo as nuvens negras não tapar o sol,
É casamento de viúva,
É banho de chuva e sol no quintal.
Quem nunca foi criança,
É casamento de viúva,
Larga tua pasta e teu guarda-chuva
E toma banho de sol na chuva
De tal forma cruzou os braços
Desse mesmo jeito fechou os olhos,
Bateu os pés,
Abriu o berro…
Era a voz repreendedora
Tira-bolo, fura-bola
Que já chamava
Os meninos para casa.
Quem fica banhado em riso
É um moço de gravata,
Mas sem responsabilidade
Nenhuma
7/08/04
Outubro é o mês das crinaça, por isso, postarei durante esse período quatro poemas infantis, um por semana.
O primeiro é em homenagem a Sta. Teresinha, no mês em q se festeja a sua vida.
Um abraço a todos
Trata-se de um site que possibilite uma pequena amostra de poemas escritos mais recentemente por mim.
Alguns problemas de estilo é bom eu vir logo advertindo. Sou invariavelmente lírico, mesmo ao escrever poemas de temas sociais ou universais, falo sobre o que vejo, não sobre como as coisas são. “Se quiser uma nova forma de ver o mundo, tente com seus próprios olhos”.
Também me agarro demais ao surreal. Bem ccomo não sei me abster da minha era pós-moderna, com seus destrambelhamentos entre o místico e o científico.
Além de algumas outras características que serão possíveis de se perceber com o tempo.
Espero estar atualizando este blog sempre, com novas poesias, e poucos comentários.
Obrigado aos visitantes, comentem sempre, preciso de vocês, amigos.
Value,
Boticário