Archive for the ‘Sem Categoria’ Category

(S)eu

Monday, August 13th, 2007

Tenho em meu corpo

A marca da saudade

 

Tenho em meu corpo

A marca de abraços passados

 

Tenho em meu corpo

A ausência do seu

 

Tenho em meu corpo

A ausência do meu

 

Tenho em seu corpo

A plenitude do meu

Monday, April 9th, 2007

O poema que postei hoje, é verdade, chegou um pouco atrasado. Já foi escrito há algumas semanas e nos remete a uma discussão intesamente travada no país.

Com a morte de uma criança, por mãos de outra criança, entre outras, várias outras, discutiu-se, teimou-se, brigou-se e quase alguém chegou a alguma solução (quase), sobre a redução da maioridade penal.

Eu, tento neste poema, não trazer uma resposta, mas perguntas, aquelas mesmas. Trata-se de uma fotografia daquele tenso momento, e nada mais.

João Hélio

Monday, April 9th, 2007

Vejam os rostos dessas crianças

Vejam os corpos

Vejam os brinquedos

E as roupas

O riso no rosto

Vejam os corpos…

Dessas crianças

Vejam as brincadeiras

Vejam as emoções,

Os corpos, os rostos.

Vejam nossas mãos…

Estão vazias!

Não oferecemos proteção?

Será possível (?) ver os sonhos,

As dores, os prazeres,

Medos e anseios,

Dessas crianças,

Pela televisão?

Por onde andava nosso olhar,

Nosso respeito e atenção (?)

Quando o riso se perdeu,

O brinquedo rachou

E o dever de casa rasgou,

Dessas crianças?

Assistíamos televisão

Na impunidade, na indiferença,

Na imobilização (? ou .)

Vejam essas crianças,

Mas elas não estão mais aqui?

Para onde foram (?)

Se desprenderam de nós?

Será que estão cativos em uma prisão (?)

Ou rasgados, os pedaços jogados pelo chão (!)?

Olhem por estas crianças,

Nos condomínios e favelas,

Nos tráficos e nas escolas,

No terror da guerra ou ventre da paz.

Beijem

O Ócio do Tempo

Friday, March 30th, 2007

Envelhecemos dia a dia,

Mas o espelho nos convence

Que somos jovens demais

 

Pouco a pouco mais crescidos,

Mo o teto alto nos engana,

Que ainda somos baixos demais

 

O mundo gira, em torno de mim,

Tão lento e satisfeito

Que me impressiona não girar.

O tempo vai

Faz meus cachos cãs,

Mas meu coração ocioso ainda quer dançar.

O tempo vem,

Talha rugas no rosto,

Leva meus cabelos,

Não vai parar.

Meu coração ocioso

A esperar um par,

Ansioso para dançar.

 

Enquanto somos muito moços,

Muito poucos, fracos rotos

A vida briga por transbordar,

Pelos nossos poros,

A alma aprisionado pelo ócio.

Ano novo, poema velh

Tuesday, February 27th, 2007

Um poema do ano passado q sobrou para este, é o q acabo de postar.
Depois de férias bem curtidas, pesso desculpas pela negligência ao blog, mas, vamos recomeçar.

Contemplação do Poetizar

Tuesday, November 7th, 2006

Deixe-me à nudez de tua beleza

Entrega-me no sonho manso das minhas cãs

Para admirar-te como à lua em noite limpa.

 

Afagas-me,

Causa-me contemplação das tuas palavras,

Em carne quente ilustra-me tuas paixões,

Com a mesma arte que os anjos tocam lira,

Traga-me o prazer de tatear tua vida com a liberdade de um cego no paraíso

 

Ah! Se soubesses (!)

Que tuas palavras são sempre rimas de amor (!)

Que adoçam o sabor da vida e exaltam a paz do caminhar!

Amo-as como um deus à própria perfeição

Pois és tudo o que sou

Teu existir é filho e pai do meu sorrir.

 

Casamento de Viúva

Tuesday, October 10th, 2006

Caia.

 

Raia.

 

Cai a chuva

                                    Raia o sol

É casamento de viúva

E diversão geral.

Tem barcos de papel em beira de calçada.

São olhos curiosos

Vendo as nuvens negras não tapar o sol,

É casamento de viúva,

É banho de chuva e sol no quintal.

 

Quem nunca foi criança,

É casamento de viúva,

Larga tua pasta e teu guarda-chuva

E toma banho de sol na chuva

 

De tal forma cruzou os braços

Desse mesmo jeito fechou os olhos,

Bateu os pés,

Abriu o berro…

Era a voz repreendedora

Tira-bolo, fura-bola

Que já chamava

Os meninos para casa.

Quem fica banhado em riso

É um moço de gravata,

Mas sem responsabilidade

Nenhuma

   

7/08/04

  

 

Outubro

Tuesday, October 3rd, 2006

Outubro é o mês das crinaça, por isso, postarei durante esse período quatro poemas infantis, um por semana.

O primeiro é em homenagem a Sta. Teresinha, no mês em q se festeja a sua vida.

Um abraço a todos

Olá mundo!

Friday, September 1st, 2006

Trata-se de um site que possibilite uma pequena amostra de poemas escritos mais recentemente por mim.

Alguns problemas de estilo é bom eu vir logo advertindo. Sou invariavelmente lírico, mesmo ao escrever poemas de temas sociais ou universais, falo sobre o que vejo, não sobre como as coisas são. “Se quiser uma nova forma de ver o mundo, tente com seus próprios olhos”.

Também me agarro demais ao surreal. Bem ccomo não sei me abster da minha era pós-moderna, com seus destrambelhamentos entre o místico e o científico.

Além de algumas outras características que serão possíveis de se perceber com o tempo.

Espero estar atualizando este blog sempre, com novas poesias, e poucos comentários.

Obrigado aos visitantes, comentem sempre, preciso de vocês, amigos.

Value,

Boticário